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quarta-feira, setembro 26, 2012

Por Um Ódio Bem Aplicado

Texto do antigo Saco. Resolvi recolocá-lo.

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Este talvez seja apenas um discurso de ódio. Mas é fato que eu amo odiar, ou odeio quem odeia odiar. O ódio é um sentimento puro, pauleira, como estar apaixonado. Infelizmente, neguinho inventou de que, apesar de válido, útil e bom, o ódio é negativo e só traz mazelas para a humanidade. Ledo engano.

O ódio, caros amigos, move montanhas. No meu caso, escreve blogs, mas isso é de menos. Tal sentimento é mal interpretado pelas pessoas, o ódio nada mais é que um desgosto profundo por algo ou pessoa, o que não te impede de amá-la, invejá-la ou admirá-la. Só que isso não exclui o “matá-la” ou o “trucidá-la”, e por causa de uns filhos da puta com ódio de sobra, sede de poder, merda na cabeça e falta de sexo, o ódio virou esse bicho papão. Sou relativista, e acho que uma vida regada apenas a positive vibrations uma merda. Se temos toda sorte de sentimentos a mão, por que não utilizarmo-nos deles com noção e parcimônia?

Mas o mundinho é politicamente correto. E os politicamente corretos vão acabar com a vida na terra, ou pelo menos com a vida divertida. E é aí que o bicho pega. Hoje em dia é moda, socialmente aceito, agradável aos olhos dos outros uma pessoa não fumar. Até aí você tolera. Mas tem neguinho que não bebe e fulano bate palma. E isso é bem complicado. E pra terminar de trucidar toda a endorfina do planeta, tem gente que nem come carne.

Veja bem, num mundo assim, onde as pessoas não comem carne por pena da vaquinha, onde é que existe o lugar para o ódio?

As pessoas não entendem que elas vão morrer virar adubo quer queiram quer não. Só que dessa forma neo-hippie pacifista vai ser bem mais rápido. Imagine um mundo inteiro plácido e bucólico, onde ninguém se arrisca, ninguém odeia, onde todo mundo senta em volta da fogueira e canta cumbaiá. Agora, faça um esforço maior e imagine o propósito de vida dessa galera.

Não tem.

É por isso que na Suécia e Japão neguinho gosta de sentir o gosto de chumbo ou ver se o asfalto é duro mesmo. Num mundo Suécia (ou Japão, mas eu prefiro a Suécia por que os japoneses são malucos pra caralho, vide os otakus) gigante, a população ia parar de se reproduzir, ia trabalhar feito maníacos e no final, se matar. Em algumas décadas, o ser humano seria a primeira espécie a se auto-extinguir.

O fim chegaria bem mais rápido dessa maneira do que do jeito convencional, com guerras, poluição e coisa e tal. O pulo do gato é que guerras, genocídios e desastres nucleares são, no mínimo, mais emocionantes. Por isso, parafraseio Hutt e digo “Pra que paz, se tenho a guerra?”

Ódio é necessário para a manutenção da vida na terra. Odeie seu próximo como odeia a si mesmo, e então talvez, possamos ter mais algumas décadas de soberania na terra (até uma horda de zumbis radioativos descerem a madeira na gente). Obviamente, para quem cresceu ouvindo dos pais que o amor move montanhas, é complicado sair odiando os outros do jeito moleque, de várzea, respeitoso. Caso contrário, temos outro Adolfinho fazendo sucesso entre a molecada. Quer minha dica para treinar um bom discurso do ódio sem correr o risco de uma minoria virar maioria e vir em sua direção e aplicar o ódio somado a contato físico?

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